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Apresentação.
Normalmente a formação musical no estudo da bateria peca por dois motivos:
- Os bateristas estudam ritmos que não exploram as possibilidades técnicas do instrumento e
- Estudam exercícios, leitura e patern’s e não músicas. O baixo, o piano, os sopros, por exemplo, estudam melodias, formas, acompanham a seqüência harmônica o que torna o aprendizado deles mais próximo do fazer musical.
Para resolver estas duas demandas é que durante o curso se orienta para:
- Estudar patern’s mais complexos que envolvam simultaneidades de acontecimentos, na linha da bateria polifônica que se refere à possibilidade que nos oferece o instrumento ao nos permitir tocar quatro vozes ao mesmo tempo (bumbo, caixa, prato e hi-hat, por exemplo) e bateria polifônica no sentido de
- Orientar ao músico para ampliar seu mundo sonoro, para ele atentar a tocar a bateria num sentido mais musical: com ideais temáticas, consciente das formas, das dinâmicas, valorizando a multiplicidade de estilos e comportamentos.
A orientação:
O encaminhamento geral do curso se constitui:
- Na procura pela firmeza rítmica.
- O conhecimento dos diversos estilos da música.
- A busca por uma sonoridade própria e
- O fortalecimento do processo de individuação.
O prazo previsto do curso é de 3 anos, dividido num nível básico e outro avançado.
Nota: O ensino procura uma comunicação intuitiva reforçada pela escrita esta vista apenas como um modo de reconhecer gráfico e de auxilio da memória.
Parte I.
Conteúdo: Construção de um alicerce rítmico no estudante sobre a base do comportamento de marcação e da subdivisão de quatro notas por tempo.
Estudo de caixa e de ritmos elementares na bateria nos estilos de música brasileira, latina, jazz, música Clássica e Contemporânea.
Composições especialmente dedicadas a cada aluno.
Desenvolvimento da audição, da disciplina e do comportamento em grupo.
Básico:
I) Postura corporal.
II) Técnica básica de baquetas:
- Ponto de contato com a baqueta.
- Igualdade de golpes.
- Percurso da baqueta.
- Ponto de impacto.
- Controle da relação de tensão e relaxamento.
- Sonoridade.
- Rebote.(controle), toque simples e duplo.
- Toque simples e múltiplo.
- Técnica de dedo e punho.
- Intensidade, altura das baquetas relacionada com os graus. (30,60 e 90 gr.).
- Chiqote (up-down, preparar o golpe)
Rudimentos básicos:
Exercícios de alteração de mãos, (a questão da mão fraca).
Roll’s contando. Exercícios básicos. Roll de 5, 7 , 9.
Aberto, fechado, press roll.
Flam, etc.
Na bateria (ritmos básicos).
Nos estilos de música pop, brasileira, latina, e criações próprias.
Idéia de fill, de quadratura e de comportamentos, tocar “para a música”.
A caixa brasileira.
Parte II.
Nível Médio.
Conteúdo.
Desenvolvimento avançado da coordenação e da independência.
Interpretação de peças para bateria escritas exclusivamente para cada estudante.
Conhecimento de ritmos mais complexos da cultura latina e brasileira.
Introdução ao Jazz.
A caixa brasileira.
- Marcha.
- Samba.
- Maxixe.
- Maracatu.
- Frevo.
- Ciranda.
- Murga.
- Ritmos em 3,5 e 7.
- Ritmos que incorporam o choque de baquetas.
- Ritmos novos.
- A percussão fora de uma ordem rítmica.
Na bateria (ritmos avançados).
Nos estilos de música instrumental, brasileira, latina, jazz e criações próprias.
Idéias de solos, estudo de diferentes concepções musicais. |