CURSO DE BATERIA
Professor Roberto Rutigliano

 

Apresentação.

Normalmente a formação musical no estudo da bateria peca por dois motivos:

  1. Os bateristas estudam ritmos que não exploram as possibilidades técnicas do instrumento e
  2.  Estudam exercícios, leitura e patern’s e não músicas. O baixo, o piano, os sopros, por exemplo, estudam melodias, formas, acompanham a seqüência harmônica o que torna o aprendizado deles mais próximo do fazer musical.

Para resolver estas duas demandas é que durante o curso se orienta para:

  • Estudar patern’s mais complexos que envolvam simultaneidades de acontecimentos, na linha da bateria polifônica que se refere à possibilidade que nos oferece o instrumento ao nos permitir tocar quatro vozes ao mesmo tempo (bumbo, caixa, prato e hi-hat, por exemplo) e bateria polifônica no sentido de
  • Orientar ao músico para ampliar seu mundo sonoro, para ele atentar a tocar a bateria num sentido mais musical: com ideais temáticas, consciente das formas, das dinâmicas, valorizando a multiplicidade de estilos e comportamentos.

A orientação:

O encaminhamento geral do curso se constitui:

  • Na procura pela firmeza rítmica.
  • O conhecimento dos diversos estilos da música.
  • A busca por uma sonoridade própria e
  • O fortalecimento do processo de individuação.

O prazo previsto do curso é de 3 anos, dividido num nível básico e outro avançado.

Nota: O ensino procura uma comunicação intuitiva reforçada pela escrita esta vista apenas como um modo de reconhecer gráfico e de auxilio da memória.

Parte I.
Conteúdo: Construção de um alicerce rítmico no estudante sobre a base do comportamento de marcação e da subdivisão de quatro notas por tempo.
Estudo de caixa e de ritmos elementares na bateria nos estilos de música brasileira, latina, jazz, música Clássica e Contemporânea.
Composições especialmente dedicadas a cada aluno.
Desenvolvimento da audição, da disciplina e do comportamento em grupo.

Básico:

I) Postura corporal.

II) Técnica básica de baquetas:

  • Ponto de contato com a baqueta.
  • Igualdade de golpes.
  • Percurso da baqueta.
  • Ponto de impacto.
  • Controle da relação de tensão e relaxamento.
  • Sonoridade.
  • Rebote.(controle), toque simples e duplo.
  • Toque simples e múltiplo.
  • Técnica de dedo e punho.
  • Intensidade, altura das baquetas relacionada com os graus. (30,60 e 90 gr.).
  •  Chiqote (up-down, preparar o golpe)

Rudimentos básicos:
Exercícios de alteração de mãos, (a questão da mão fraca).
Roll’s contando. Exercícios básicos. Roll de 5, 7 , 9.
Aberto, fechado, press roll.
Flam, etc.

Na bateria (ritmos básicos).
Nos estilos de música pop, brasileira, latina, e criações próprias.
Idéia de fill, de quadratura e de comportamentos, tocar “para a música”.

A caixa brasileira.

  • Marcha.
  • Samba.

Parte II.

Nível Médio.
Conteúdo.
Desenvolvimento avançado da coordenação e da independência.
Interpretação de peças para bateria escritas exclusivamente para cada estudante.
Conhecimento de ritmos mais complexos da cultura latina e brasileira.
Introdução ao Jazz.

A caixa brasileira.
- Marcha.
- Samba.
- Maxixe.
- Maracatu.
 - Frevo.                                                                                                                                      
- Ciranda.
- Murga.
- Ritmos em 3,5 e 7.
- Ritmos que incorporam o choque de baquetas.
- Ritmos novos.
- A percussão fora de uma ordem rítmica.

Na bateria (ritmos avançados).
Nos estilos de música instrumental, brasileira, latina, jazz e criações próprias.
Idéias de solos, estudo de diferentes concepções musicais.

 
voltar
 
 
 
 
 
 
 
Copyrights Pro Arte 2005 - Todos os direitos reservados
  lvdesign.com.br